Gostei da leitura, flui muito bem. Fiz algumas correções, até de erros de digitação, e assinalei-as com asteriscos. Enquanto lia, eu pensava, tenho uma história boa para contar ao Cachorrão. Mas à medida que o livro avançava, todas essas histórias apareciam. Vou pensar mais um pouco, procurar alguma anedota inédita, mas acho que você as conhece todas, melhor que eu.

Um grande abraço,
Chico Buarque

Na Imprensa

As histórias das canções de Chico Buarque na Leya Brasil por Wagner Homem

04/10/2009 - Ciberescritas.com por Isabel Coutinho

Amanhã é lançado no Brasil o livro “Chico Buarque -Histórias de Canções” de Wagner Homem. É uma edição da Leya Brasil, cujo director editorial é Pascoal Soto.

É graças a Wagner Homem que existe o excelente “site” oficial de Chico Buarque, dedicado à obra e à biografia do compositor e escritor brasileiro (ele é o curador do “site”).

Tal como é explicado no “site” dedicado a “Histórias de Canções”: “Wagner Homem conheceu Chico Buarque em 1989, quando colaborou com o livro ‘Chico Buarque Letra e Música’, editado pela Companhia da Letras. Tempos depois, em 1998, sugeriu a Chico a produção de um ’site’ pessoal, contendo toda sua obra. (…) Com o layout aprovado e todas as letras revisadas pelo próprio músico, Wagner começou a incrementar o ’site’, colocando fatos interessantes da obra de Chico, que ouvia ou lia em algum lugar, em um ‘link’ denominado ‘Notas’.
A página cresceu e passou a ser uma das mais procuradas pelos internautas, curiosos em conhecer os bastidores da vida do artista. A idéia deste livro, contando as histórias por trás da obra de Chico Buarque, partiu de um amigo do autor, Sérgio Nogueira, que acabou se afastando do projeto, mas nunca deixou de incentivar o parceiro nessa empreitada.”

Wagner Homem nasceu em Catantuva (SP), em 1951. Além do “site” de Chico Buarque, fez também os da cantora Maria Bethânia e do escritor Mario Prata.

E hoje, no jornal “O Globo” na coluna Gente Boa de Joaquim Ferreira dos Santos são divulgadas duas das histórias sobre as letras destas canções. Uma delas: “Quando a censura implicou com uma citação de Neruda (“Devolve o Neruda que você me tomou”), Chico argumentou com o resto da letra (o célebre “e nunca leu”) para se absolver do crime de divulgar comunista. Passou.”

E na página oficial de “Histórias de Canções” pode ser lido o prefácio do livro assinado por Toquinho.

Estão lá também outras histórias. Uma delas é sobre a Canção “Ode aos Ratos” de 2001 e uma das minhas preferidas do disco Carioca.

“A cantora Mônica Salmaso contou, durante um show, que soube de fontes fidedignas a seguinte história: escrevendo a letra, Chico percebeu que lhe faltavam informações sobre as características dos ratos, e ligou para o amigo Paulo Vanzolini, compositor e zoólogo:

– Vanzolini, aqui é o Chico. Eu estou escrevendo uma letra sobre ratos e queria que você me ajudasse a saber como eles são. O nariz, como é que é? É frio? Quente? Macio? Duro? E a pelagem?

– Ô Chico! Você mente tanto sobre mulher… Por que não inventa qualquer coisa também sobre os ratos?

– Pô, Vanzolini… Pelos ratos eu tenho o maior respeito.”




Leia no site Ciberescritas.com

Índice Avançar