Gostei da leitura, flui muito bem. Fiz algumas correções, até de erros de digitação, e assinalei-as com asteriscos. Enquanto lia, eu pensava, tenho uma história boa para contar ao Cachorrão. Mas à medida que o livro avançava, todas essas histórias apareciam. Vou pensar mais um pouco, procurar alguma anedota inédita, mas acho que você as conhece todas, melhor que eu.
Um grande abraço,
Chico Buarque

Livro desvenda Chico Buarque
EM 1989 Wagner Homem iniciou uma amizade com Chico Buarque, por quem nutria admiração desde 1965, quando ouviu pela primeira vez a música "Pedro Pedreiro". E foi dessa amizade e de todas as histórias que lhe foram contadas pelo compositor que surgiu o livro "Chico Buarque" (editora Leya, 428 páginas, RS 44.90), que inaugura a série "Historias das Canções".
No lugar de contar a trajetória do musico, como em uma biografia convencional, a ideia do projeto é relatar as historias que existem por trás das composições. A ideia é bastante simples e surgiu por conta do grande interesse dos fãs pela seção de curiosidades do site do compositor. Site que foi idealizado justamente por Homem.
A publicação é dividida em 26 capítulos organizados como uma espécie de linha do tempo, sendo que cada período histórico começa com uma introdução sabre a situacão sociopolítica da época. Fazem parte de "Chico Buarque" relatos sobre os problemas com a censura durante o regime militar, caso da composição "Basta um Dia" (1975). O surgi-mento de Julinho de Adelaide, pseudônimo criado por ele para driblar os censores, até passagens divertidas sobre o relacionamento do cantor carioca com parceiros como Tom Jobim e Vinicius de Moraes. METRO
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