Gostei da leitura, flui muito bem. Fiz algumas correções, até de erros de digitação, e assinalei-as com asteriscos. Enquanto lia, eu pensava, tenho uma história boa para contar ao Cachorrão. Mas à medida que o livro avançava, todas essas histórias apareciam. Vou pensar mais um pouco, procurar alguma anedota inédita, mas acho que você as conhece todas, melhor que eu.

Um grande abraço,
Chico Buarque

Na Imprensa

Curiosidades sobre canções de Chico Buarque

06/01/2010 - Estado de Minas - MG por João Paulo

Esse é livro de fã. Nos dois sentidos da expressão. Foi escrito por um apaixonado pelas canções de Chico Buarque, responsável pelo site do compositor, e é também um compêndio de interesse para quem gosta da obra de Chico e quer saber mais sobre as músicas. Organizado cronologicamente, o livro conta histórias de mais de 130 canções, distribuídas em mais de 40 anos de carreira. O autor teve como fonte o próprio compositor e fez boa pesquisa em livros e jornais. Lidas em sequência, as peças compõem uma pequena biografia do artista.

Não há grandes revelações para quem acompanha a trajetória de Chico Buarque, mas o senso de organização permite dar visão de conjunto de um trabalho que dialogou com a história do Brasil na segunda metade do século 20. Da ditadura às Diretas Já, da abertura à redemocratização, da censura aos movimentos populares que vêm da periferia, em todos esses momentos é possível ver a sua marca . Mas Chico foi também nosso maior compositor de canções de amor, de crônica social, de trilhas para teatro e cinema.
Entre as histórias, a apresentação do pseudônimo Julinho da Adelaide para driblar a censura; a comemoração da “ecológica” Passaredo com churrasco de capivara; a ligação para o pai, o historiador Sérgio Buaque de Holanda, para confirmar a queima de navios por um conquistador espanhol, para justificar o verso da canção Eu te amo; a conhecida passagem de Chico pela polícia por furto de carro, que originou A foto que não era para a capa; ou a narrativa da ligação entre mãe e filho, flagrada entre sua filha e o neto, Francisco, que adormece abraçado à blusa da mãe, que gerou a linda Você, você (uma canção edipiana), até agora a única parceria com Guinga.

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